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PROGRAMAÇÃO

22/09 – 15h30

Calafrios

(Shivers)
1975. Canadá, 87 min
Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Empresa Produtora: Canadian Film Development Corporation (CFDC)
Elenco : Paul Hampton Joe Silver Lynn Lowry


Exibição em 35mm
Distribuição e cópia: Lionsgate

Neste filme com espírito libertário, realizado sob a vibração das reivindicações contraculturais dos anos sessenta, um cientista com inclinações pedófilas é responsável pela criação de uma parasita capaz de substituir qualquer órgão do corpo humano. No entanto, a verdadeira função dessa ubíqua criatura é livrar a humanidade da “ultra-racionalidade” que a domina cada vez mais, liberando nos corpos humanos seus instintos sexuais e sua natural agressividade. Assim, a experiência do Dr. Emil Hobbes começa com a introdução da criação biotecnológica no corpo de uma prostituta, que é estripada num luxuoso condomínio localizado numa ilha perto de Montreal. O produto criado pelo médico, que combina os ingredientes ativos de uma doença venérea e várias substâncias químicas afrodisíacas, é sexualmente transmissível e passa a se alastrar por vários corpos, semeando uma verdadeira orgia de ataques sexuais. Nesse insólito enredo, onde os vírus invadem os organismos humanos para liberar a sexualidade neles contida, provocando uma epidemia dos mais bizarros bacanais, aparece o germe de outra obsessão de David Cronenberg: a perda da racionalidade, asfixiada sob a força incontrolável dos instintos. Ao exibir esses corpos despersonalizados que se contaminam com sua libido desgovernada no ambiente improvável de um prédio de luxo, Calafrios zomba dos valores burgueses tradicionais, tais como o individualismo, a propriedade e o decoro, conferindo um tom anárquico e irônico a esta narrativa escatológica que contagia o espectador com seus humores e seu frenesi.

In this movie of libertarian spirit - made under the quivering of all the contra-cultural demands of the 1960’s – a scientist with pedophilic inclinations is responsible for the creation of a parasite capable of substituting any organ in the human body. However, the true function of the ubiquitous creature is depriving mankind of the “ultra-rationality” that increasingly commands it, freeing the human body from its sexual drive and from its natural aggressiveness. In this way Dr. Emil Hobbes’ experiment starts with the introduction of the biotechnological creature in a prostitute’s body that is ripped in a luxurious condominium on an island outside Montreal. The product created by the doctor - which combines the active ingredients of a sexually transmitted disease and several chemical aphrodisiac substances – is sexually transmitted and begins to spread over many people, starting a true orgy of sexual attacks. In this unusual plot, in which a virus invade human bodies to free their sexuality causing an epidemic of the most bizarre orgies, the germ of one of David Cronenberg’s obsessions springs to life: the loss of rationality, suffocated under the uncontrollable power of instinct. By showing these impersonalized bodies contaminated and with their libido out of control - in the unlikely environment of a luxurious building - Shivers mocks traditional bourgeois values such as individualism, property, and decorum. This gives this scatological narrative an anarchic and ironic undertone that contaminates the audience with its humor and frenzy.

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