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PROGRAMAÇÃO

21/09 – 15h30
30/09 – 17h30

eXistenZ

(eXistenZ)
1999. Canadá/UK, 97 min.
Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Empresa Produtora: Alliance Atlantis Communications
Elenco : Jennifer Jason Leigh, Jude Law, Ian Holm


Exibição em 35mm
Distribuição e Cópia: Park Circus Ltd.

Um ambicioso filme de ficção-científica, existencial e originalíssimo, que coloca em questão os ambíguos limites entre mundo real e realidades virtuais, indagando nos riscos que implicam certos sonhos de época. Trata-se de um jogo de imersão interativa, que funciona perigosamente plugado aos corpos e cérebros dos jogadores e vende a atraente promessa de transcender as limitações do organismo humano para experimentar sensações e emoções extra-corpóreas. Lançado no último ano do século XX, o filme despeja na tela do cinema toda uma mitologia tecnocientífica que inflama o imaginário contemporâneo. Não se trata apenas das audazes interfaces neurais que conectam as máquinas informáticas ao sistema nervoso, mas também das biotecnologias que permitem criar seres geneticamente modificados para alimentar o mercado dos entretenimentos, com órgãos sintéticos, anfíbios quiméricos e consoles de DNA. Outros fantasmas de época também são convocados, como o terrorismo internacional e a violência conspirativa que envolve o afã de lucro das grandes corporações, os fanatismos religiosos e os mais confusos interesses políticos. Tudo num clima onírico que não se sabe direito se é sonho ou pesadelo, se alguma coisa terrível está de fato acontecendo ou se estamos diante de um mero obstáculo lúdico que, ao ser ultrapassado, nos dará acesso ao próximo nível do jogo. Como é habitual nos filmes de David Cronenberg, as escolhas estéticas merecem destaque, pois em que pese a temática claramente futurista do filme, foi evitada a opção obvia de saturar os olhos do espectador com a parafernália computacional da próxima geração. Ao contrário, nestes ambientes de um futuro duvidoso, respingam sujeiras por toda parte e há um excesso de viscosidades orgânicas, denunciando sutilmente a ingenuidade do cenário clean que costuma ambientar as obras clássicas do gênero.

This is an ambitious science-fiction movie, existential and of great originality that questions the ambiguous boundaries between the real and virtual realities with all the implications and risks from certain dreams of a generation. It is about interactive immersion – which works dangerously plugged to the bodies and brains of the players and sells the attractive promise of transcending the limitations of being human while experiencing incorporeal sensations and emotions. Released in the last year of the 20th century, this movie pours on the screen the techno-scientific mythology that inflames today’s imagery. It is not only about the daring neural interfaces that connect machines to the nervous system but also about biotechnologies that allow us to create genetically modified beings to supply the entertainment market with synthetic organs, chimerical amphibians and DNA consoles. Other ghosts of the time are also invoked, such as international terrorism and conspiratorial violence that involves the greed for profit of large corporations, but also religious fanaticism and the most intricate political interests. All this happens in a fantastic climate in which one cannot tell whether it is a dream or a nightmare, whether something terrible is in fact happening or it is just another obstacle to be conquered in the game so that one can go to the next level. As it is usual in all Cronenberg’s pictures, the aesthetic choices deserve to be noted for – even though the movie is clearly futuristic – the obvious choice of an overflow of state-of-the-art computational effects was avoided. These scenes from a dubious future, dirt and organic material splash everywhere – subtly pointing to the naïveté of clean set that is usually present in this kind of movie.

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