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PROGRAMAÇÃO

23/09 – 17h
29/09 – 15h

Stereo

1969. Canadá, 65 min.
Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Empresa Produtora: Emergent Films Ltd.
Elenco: Iain Ewing , Jack Messinger Ronald Mlodzik


Exibição em 35mm
Distribuição: Toronto Antenna Ltd.
Procedência da cópia: Library and Archives Canadá

Um grupo de sujeitos é submetido a uma curiosa experiência científica denominada “indução bioquímica”, realizada numa instituição com um nome bastante sugestivo: a Academia Canadense de Pesquisa Erótica. A intenção é que as cobaias adquiram poderes telepáticos, através de uma cirurgia cerebral efetuada pelo Sistema de Computação Orgânica Dialética da mencionada academia. Com base nas teorias parapsicológicas do Dr. Luther Stringfelllow, os escolhidos acabam perdendo sua capacidade de falar devido à atrofia das cordas vocais, mas em compensação desenvolvem outro código de “comunicação bioprocessual” graças à reformatação da rede eletroquímica de seus cérebros. Isolados no cenário frio e asséptico do laboratório, os sujeitos da experiência caminham livremente e interagem entre si por meio da telepatia. Então, afrodisíacos sintéticos são introduzidos nas suas dietas, visando ao desenvolvimento de relações sexuais telepáticas. Porém, a experiência culminará num resultado inesperado e, de fato, bastante perturbador. Após a realização de seus curtas-metragens Transfer (1966) e From the Drain (1967), este filme de David Cronenberg pode ser considerado uma espécie de “célula-tronco” de sua cinematografia. Neste seu primeiro longa-metragem, anunciam-se várias de suas obsessões temáticas e estéticas: os riscos da manipulação tecnocientífica do corpo humano, as potências da sexualidade e os limites da percepção, além de sua cópula predileta entre sexo e violência. Sob forte influência das experimentações do cinema underground americano dos anos sessenta, Stereo foi um filme foi muito bem acolhido pela crítica, sobretudo devido à originalidade na exploração do espaço, à bela fotografia e ao uso da voz em off que articula a narrativa como uma intrusa na mente do espectador.

A group of people is subjected to a curious scientific experiment called “biochemical induction”, conducted in an institution with a very suggestive name: the Canadian Academy of Erotic Enquiry. The intention is giving these people telepathic powers through brain surgery done by the academy’s “organic computer dialectic system”. Based on the parapsychological theories of Dr. Luther Stringfellow, the group of subjects ends up losing the ability to speak due to the atrophy of their vocal cords but in return develop a new way of “bioprocessual communication”, thanks to the reformatting of the electro-chemical network of their brains. Isolated in the cold and aseptic laboratory this group of people walk freely and interact with one another using telepathy. Synthetic aphrodisiacs are then introduced in their diets, aiming at the development of telepathic sexual intercourse. The experiment, however, reaches an unexpected and very disturbing outcome. After his shorts Transfer (1966) and From de Drain (1967), this David Cronenberg’s feature may be considered a sort of “stem cell” in his filmmaking. Stereo is his first feature and many of his thematic and aesthetic obsessions are outlined: the risks of techno-scientific manipulation of the human body, the power of sexuality, and the limits of perception, not to mention his favorite combination: sex and violence. Under great influence of the American underground movie making of the 1960’s, Stereo was very well received by the critics, especially for its originality in the use of space, its beautiful photography, and the use voice-overs for articulating the narrative – serving as an intruder in the mind of the audience.

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