Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player

PROGRAMAÇÃO

21/09 – 17h30

Videodrome, a síndrome do vídeo

(Videodrome)
1983. Canadá. 87 min
Direção: David Cronenberg
Roteiro: David Cronenberg
Empresa Produtora: Canadian Film Development Corporation (CFDC)
Elenco: James Woods Deborah Harry Sonja Smits

Este filme apresenta uma narrativa complexa e densa, uma trama delirante onde “as visões se tornam carne, carne incontrolável”, segundo a descrição de um dos protagonistas da história. Neste cultuado longa-metragem de David Cronenberg ecoa a tradição do pensamento de outro canadense ilustre, Marshall McLuhan, tanto no que diz respeito aos “meios de comunicação como extensões do homem” quanto em suas profecias sobre a constituição de uma “aldeia global” graças à proliferação das redes de telecomunicações. O personagem Max Renn comanda um canal de televisão a cabo especializado em violência e pornografia, mas está insatisfeito com a programação e procura algo mais excitante para saciar os anseios de seus ávidos espectadores. Até que um de seus funcionários lhe apresenta um misterioso programa, intitulado precisamente Videodrome, que é uma espécie de snuff-movie com cenas brutalmente reais que misturam crimes, torturas e erotismo. Cada vez mais fascinado por esse submundo projetado nas telas de vídeo, o protagonista mergulha no universo alucinógeno de Videodrome e na conturbada trama dos bastidores desse novo tipo de espetáculo, repleto de cenas abjetas como os tumores provocados pela realidade virtual, as relações sadomasoquistas e as conspirações empresariais. Um ambiente no qual também não faltam os personagens mais estranhos, tais como o eletrônico Brian O’Blivion, que proclama a ascensão da “nova carne” e pronuncia uma das frases mais célebres do filme: “a tela da TV é a retina da mente, portanto a televisão é parte da estrutura física do cérebro”.

This movie presents a complex and dense narrative, a wild plot in which “the visions become flesh, uncontrollable flesh” according to the description of one of the main characters. In this acclaimed David Cronenberg feature echoes the tradition of thought from another eminent Canadian, Marshall McLuhan, with respect to both the “communication media as extensions of Man” and his prophecies about the constitution of a “global village” due to the propagation of telecommunication networks. The character Max Renn runs a cable TV station specialized in violence and pornography. But he is displeased with its current lineup and starts looking for something more exciting to satisfy his eager audience. Then one day, one of Renn’s employees presents him with a mysterious show called Videodrome – a kind of snuff-movie with scenes that are brutally real, mixing crime, torture and eroticism. Growing increasingly fascinated by this underworld, the main character dives into the hallucinating universe of Videodrome and into the disturbing backstage plots of this new kind of show, full of abject scenes like the tumors caused by the virtual reality, sadomasochistic relations and corporate conspiracies. This is an environment full of the strangest characters, like the electronic Brian O’Blivion, who proclaims the rise of “a new flesh” and reads one of the most famous lines of the movie: “The television screen is the retina of the mind's eye. Therefore, the television screen is part of the physical structure of the brain”.


Exibição em 35mm
Distribuição: Universal Pictures
Procedência da cópia: Library and Archives Canadá

Voltar para capa
Voltar para Programação